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20/01/2014

Resenha - Crescendo - Becca Fitzpatrick

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Crescendo, é o segundo livro da série Hush Hush, da autora Becca Fitzpatrick e publicado aqui no Brasil, pela Intrínseca.

Nesse livro, Nora apesar de começar uma relação com seu anjo da guarda, Patch, e sobreviver a um atentado a sua vida, as coisas não parecem melhorar. Patch está começando a se afastar e Nora não consegue descobrir se é para o seu próprio bem ou se o seu interesse voltou-se para sua arqui-inimiga, Marcie Millar

Eu fiquei bem animada com o primeiro livro da série, e quando isso acontece, sempre tenho cuidado com os outros volumes. Mas, esse livro também é bem legal. Nora está super apaixonada por Patch, mas ele anda estranho e assim como a protagonista ficamos bem nervosas em descobrir o que anda acontecendo com esse anjo que não é tão mocinho assim.


O livro tem muitos drama, intrigas e mistérios. Além de toda a insegurança que Patch passa à Nora, um outro garoto começa a mexer com sua cabeça, não romanticamente, devo acrescentar. Um antigo amigo de infância, Scott, volta e às vezes parece ser legal, e às vezes parece só se meter em problemas, mas Nora está disposta à assumir riscos para descobrir a verdade. E isso é o que eu gosto nessa personagem, ela vai atrás do que quer. Mesmo que o que ela queira seja um anjo que anda não dando muita bola pra ela e que meta os pés pelas mãos na maioria das vezes.

Os livros da série:
1. Sussurro
2. Crescendo
3. Silêncio
4. Finale

E bom, essa fixação de Nora em Patch me incomodou um pouquinho, mas no fim das contas é o que faz o livro andar. É o que faz Nora descobrir mais de si mesmo e de sua história. E nós torcemos que todas essas mudanças tragam alguma melhora nela no próximo livro.

Patch também não tá em sua forma total nesse livro. Eu sinceramente não entendi o motivo dele deixar Nora tão ás escuras, de ser tão misterioso e não contar pelo menos uma parte do que estava acontecendo.

Os personagens dos livros são bem estereotipados, a patricinha é a megera, a mocinha é a personificação da virtude, o mal não pode ter nada de bom e acaba que ficamos um pouco sem novidades. Mas, a história dá uma reviravolta inesperada e quase ninguém é o que Nora acredita ser.

Becca Fitzpatrick é uma boa escritora porque te deixa esperando pelo próximo livro, ainda que esse não tenha sido o melhor de todos.  

10/01/2014

Resenha - Esposa 22 - Melanie Gideon

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Esposa 22 é um livro da autora , publicado aqui no Brasil pela Intrínseca. Estou com ele em minhas mãos desde a Bienal do Rio, onde o adquiri numa promoção super legal, mas, o meu exemplar veio com um defeitinho e tive que esperar a editora me enviar um novo, e isso fez a leitura demorar um pouquinho.

A história gira em torno de Alice, que chega ao 44 anos de idade com problemas em seu casamento. Mãe de dois filhos adolescentes acompanhamos sua rotina de mãe, mulher, trabalhadora e dona de casa. Cansada da rotina do casamento de mais de vinte anos, Alice recebe em seu e-mail um proposta inusitada: participar de uma pesquisa sobre o casamento no século XXI. E para isso, precisa continuar anônima e ganha um apelido: Esposa 22. E então, passa a se corresponder diariamente com o também anônimo: Pesquisador 101.

Apesar de não pertencer ao público-alvo do livro, afinal não tenho um marido e não pretendo ter filhos tão cedo, me identifiquei com a história. E acho que qualquer garota acima dos dezenove já consegue sentir essa conexão com o enredo. Seja para refletirmos um pouco sobre nossos pais e nossa relação com eles, seja para ter uma pequena "prévia" do que o futuro nos reserva. 

Alice tem dois filhos e com Peter, se dá super bem, enquanto Zoe, a mais velha está passando por aquela fase da adolescência onde os pais parecem o inimigo. Então, para as meninas de menos de dezenove, também dá pra abrir um pouco os horizontes.

A própria Alice revive alguma memórias e vira uma jovem como eu ou você que tá lendo essa resenha. Cheia de sonhos, planos e desejos, ela se dá conta de que não está na situação que esperava estar quando era mais jovem, mas consegue perceber que sim, ainda tem uma vida toda pela frente. E que só ela pode mudar seu destino em vez de ficar se lamentando pelos cantos por não ser mais tão jovem, tão magra e etc, etc... 

Enquanto responde às perguntas do Pesquisador 101, ela responde algumas dúvidas internas também e durante o livro, percebemos que uma nova Alice vai surgindo. Bem atual, as redes sociais estão super presentes nessa trama mais que divertida.


26/10/2013

Resenha - Bela Maldade - Rebecca James

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Katherine passou por uma situação bem difícil que a fez se fechar para o mundo. Ela foi morar com a tia em outra cidade, entrou numa nova escola (onde ninguém a reconhecesse) e até mudou seu sobrenome. Apesar de tudo isso, o passado ainda a assombra e enquanto ela acha que não merece mais ser feliz, Alice entra em sua vida. Alice é uma menina muito divertida e que não leva nada muito a sério. Mas, aos poucos, Katherine vai percebendo que sua nova melhor amiga pode não ser tão legal assim.

Alguns momentos nem conseguia soltar o livro até descobrir mais sobre o passado de Katherine e acompanhar as loucuras de Alice, que desde o primeiro momento me irritou, mas impressionantemente causa admiração de todos no decorrer da história.

O livro é de suspense e também o primeiro teen desse gênero que leio. A história toda é bem amarradinha e é ótimo título pra quem quer arriscar em outros gêneros sem sair do YA sem realmente sair, se é que vocês me entendem. O final é trágico, mas isso não é spoiller nem nada, lá no comecinho já temos uma boa ideia do final. O principal suspense mesmo é o que aconteceu com Katherine que a deixou tão traumatizada, não só à ela, mas sua família inteira. O livro vai e volta no tempo. E demorou um pouquinho pra eu começar a acompanhar as diferentes fases da vida de katherine. O presente, o passado que mostra a relação com Alice e o passado mais antigo que mostra o que aconteceu com as irmãs Boydell. 

Enquanto sua relação com Alice desmorona, Katherine encontra outras pessoas que fazem que sua vida se torne mais feliz. Mas, não se enganem, esse não é um livro de romance. Outro fator positivo foi o cenário. O livro se passa na Austrália e foi bom sair um pouco de solos americanos. 

Esse foi um dos livros que comprei na bienal por causa do preço bem em conta e não me arrependi!

06/09/2013

Resenha - Sussurro - Becca Fitzpatrick

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Nora Grey é uma menina bem responsável, beirando até a obsessão pelo controle. Tem boas notas, só chega em casa no horário certo, mesmo com sua mãe viajando sempre, e escreve resenhas e críticas para o "blog" do colégio. Um dia, na aula de biologia, o professor resolve mudar as duplas de parceiros. e se a expectativa de ficar longe da amiga Vee Sky já a deixava nervosa, imaginem como ela fica quando seu novo parceiro é Patch Cipriano, um garoto caladão, com uma vibe de badboy e muito misterioso. E de repente, ele parece estar em todos os lugares e saber de tudo sobre ela, assustador não? Mas a pior parte é que Nora se sente atraída pelo perigo que exala de Patch. Logo ela, que jamais sentiu-se atraída por algum garoto do colégio durante sua vida. 

Vocês provavelmente já ouviram falar desse livro, isso se já não leram a saga inteira antes de mim. Quando foi lançado aqui no Brasil causou certo alvoroço e não é nada difícil encontrar fãs suuuper apaixonadas não só pela saga como também pelo anjo caído Patch. 

Os livros da série:
1. Sussurro
2. Crescendo
3. Silêncio
4. Finale


À princípio me afastei dessa série de propósito. Estava cansada dos irmãos quase gêmeos de Crepúsculo e das modas que surgiam, e esse foi um dos pioneiros da "era anjo". Então, não fiz questão alguma de ler. Mas, vamos enfim a resenha.

O livro é bom. Sim, realmente bom. Mas, não encontrei motivos para tanto frenesi. Talvez esteja ficando velha para esse tipo de livro (ou só meio cansada mesmo). Explico, o livro é aquele clichêzão dos YA. Menina aparentemente sem graça, conhece um garoto misterioso e absolutamente lindo e charmoso, sabe que ele tem segredos, mas os dois se apaixonam quase imediatamente. 

Um ponto super positivo é que Patch não é um mocinho perfeito. Ele tem um passado obscuro, não é nada inofensivo e você provavelmente não o apresentaria para sua mãe. Ou seja, abriu um novo leque de tipo de personagem para o YA, quando já estávamos de saco cheio dos mocinhos altruístas.

Mas, a história não gira só em torno do romance, pelo contrário, até achei que a história de Nora e Patch poderia ser um pouco mais desenvolvida. Há um mistério colocando a vida de Nora em perigo e acompanhamos os momentos tensos que ela passa. 

Devo confessar que o desfecho do mistério não me surpreendeu muito apesar de ter achado muito bom. O livro é a estreia da autora e percebemos que ela tem talento. A história é bem costuradinha, os pontos que ficam soltos são deixados assim de propósito para os próximos livros, todos os personagens tem sua função e seu espaço apropriado na história e não temos a sensação de estar lendo somente a introdução para a trama que virá a se desenrolar no segundo, terceiro...

Como sempre, a protagonista me chateou um pouquinho, mas nada que não dê para relevar... Ganhou 4 estrelinhas no meu goodreads.

14/05/2013

Resenha - Um Dia - David Nicholls

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Emma e Dexter se  conhecem no dia 15 de julho de 1988, não se conhecem, mas sim iniciam uma amizade, bem  no dia após terem se formado, quando não existe mais a possibilidade de se encontrarem pelo campus, frequentarem às mesmas festas ou se esbarrarem casualmente.

No entanto, numa noite de bebedeira os dois conversam sobre muitas coisas, suas vidas, o futuro e seus objetivos. Os dois ficam com aquela sensação de "quero mais" e a partir daquele momento estabelecem uma relação muito forte de amor, mas não no sentido romântico da palavra. 

Os dois viram amigos, melhores amigos e a partir de então, encontramos com nossos protagonistas todo dia 15 de julho, durante vinte anos. Às vezes eles estão juntos, às vezes não e em alguma vezes eles estão até sem se falar. Mas somente nesse dia de cada ano podemos ver como a vida de cada um está andando.

Se você acredita que esse é um livro sobre romance está enganado, ele fala sobre a vida em geral. Nossas vidas, e a forma como ela se molda a partir das escolhas que fazemos. É quase impossível ler o livro e não ficar pensando "E se tivesse feito isso..." Ou "E se Emma não tivesse feito aquilo?". E Esse tipo de pensamento é o que temos quase diariamente nas nossas cabeças. 

O livro passa algumas lições de vida importantes, e tem momentos que te fazem realmente parar pra pensar no jeito que anda levando a sua própria vida. Emma e Dexter são completamente diferentes, e acabam amadurecendo de forma distintas.

Apesar de só vermos a vida dos dois uma vez por ano, você tem a sensação de que passou o ano todo com eles. E acompanhar a vida dos personagens por 20 anos, não é qualquer livro que te dá essa sensação. 

Não tem como não indicar o livro! Lindo demais!!!

Só pra constar, eu li o livro após ter visto o filme. Achei bem fiel e saber o final não deixou que me emocionasse menos com os fatos. 

03/04/2013

Resenha - O Lado Bom da Vida - Matthew Quick

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Pat Peoples tem mais de 30 anos e acaba de sair de uma clínica psiquiátrica. Não sabe muito bem quanto tempo passou lá, mas está convencido à reconquistar sua ex-esposa Nikki. Para isso, busca ser uma pessoa melhor.  Viciado em exercícios físicos, está determinado a reorganizar as coisas , porque acredita em finais felizes e no lado bom da vida. 

O livro é comumente chamado de "As Vantagens de Ser Invisível" adulto. Como amei e o filme era estrelado por dois atores que gosto muito, Jennifer Lawrence e Braddley Cooper, resolvi ler.

O livro também é chamado de divertido e leve.

O quê? Como assim? 

Ok. Acredito que tenha sim partes engraçadas. Mas, a história tem coisas bem tensas. Talvez elas não pareçam tão tensas porque estamos acompanhando a história pela visão otimista, esperançosa e até inocente de Pat. Mas, ainda sim o livro fala sobre depressão, surto, sobre recuperação psicológica dentre outras coisas e não creio que nenhum desses assuntos cheguem perto de ser leves.

Também consegui achar as semelhanças em toda essa comparação com "As Vantagens de Ser Invisível". Os dois são homens narrando, ainda que Charlie tenha 16 anos e Pat 36. Ambos tem algum tipo de problema psicológico e choram bastante em público. E alguns livros que eles leem são os mesmo. Mas, as similaridades para por aí. 

A obstinação de Pat em reconquistar Nikki, sua ex-mulher é quase obsessiva, ainda que ela não queria vê-lo de maneira alguma. No meio dessa história toda, surge Tiffany que também lida com seus próprios problemas mentais. Acho que a principal diferença entre os dois é que Tiffany está bem consciente de seus problemas e da realidade, enquanto Patt prefere viver na fantasia de que é uma questão de tempo até que tudo "volte ao normal".

Sem sombra de dúvidas é uma história emocionante e passa a mensagem de que às vezes o final feliz não vem como esperamos. Super recomendado, verei em breve o filme, estava querendo ler o livro primeiro, e comentarei também.

Acho legal avisar também que o livro dá spoillers de alguns livros. Aí estão as referências de "O Lado Bom da Vida"

1. A Letra Escarlate - Nathaniel Hawthorne
2. O Grande Gatsby - F. Scott Fitzgerald
3. A Redoma de Vidro - Sylvia Plath
4. As Aventuras de Huckleberry Finn - Mark Twain
5. O Apanhador no Campo de Centeio - J.D. Salinger
6. O Adeus às Armas -  Ernest Hemingway



19/03/2013

Shailene Woodley será protagonista de 'A Culpa é das Estrelas'

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Indicada ao Globo de Ouro de melhor atriz coadjuvante e vencedora do Spirit Awards por seu desempenho em "Os Descendentes , Shaleilene Woodley foi escolhida para viver a Hazel Grace nos cinemas, após uma seleção que contou com a participação de mais de 250 atrizes.

Shailene está mesmo construindo um belo portfólio em Hollywood. Após ganhar o papel de Mary Jane na nova franquia do Homem Aranha e da protogonista Tris na adaptação do livro Divergente. Ela acaba de ser anunciada como o papel principal na adaptação de um best-seller do John Green.

Na história, Hazel é uma menina de 16 anos, vítima de câncer  Em seu grupo de apoio, ela conhece Augustus Waters também vítima da doença e os dois passam a se relacionar.

Vale lembrar que o livro já foi resenhado aqui no blog.

Fonte: EW

04/03/2013

Resenha - A Culpa é das Estrelas, John Green

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Hazel Grace tem dezesseis anos, gosta de programas de TV ruins, gosta de ler, seus pais a amam, mas não leva uma vida normal. Pois, ela tem câncer. E como se pode viver normalmente quando a morte está te rondando? Essa foi a grande questão do livro pra mim.

Então, ela conhece Augustus Waters, um sobrevivente do câncer de dezessete anos que perdeu uma perna, mas ainda assim, tem um bom humor que contagia. Ele sabe que é bonito, carismático e legal. Mas, isso não o transforma numa pessoa arrogante. Ele é mesmo isso tudo. E então Hazel começa a realmente viver. Não sobreviver, que são coisas absolutamente diferentes. Com a ameaça constante da morte, ela descobre o que é o amor e a felicidade.


Gus é completamente apaixonante. E Hazel, resiste à princípio porque se considera uma bomba prestes à explodir e não quer mais pessoas carregando essa dor. Já basta seus pais,  que ficarão sem filha. 

O livro conta várias histórias de crianças com câncer. A que mais chamou minha atenção é a de Isaac. Não quero dar spoillers, mas é realmente tocante. 

Acredito que cada um tenha captado sua própria mensagem do livro. Pois, ele basicamente fala sobre vida, morte, amor e saudade, o que sem sombra de dúvidas são conceitos únicos na vida de cada um. Mas, ele ensina também que é possível aproveitar a vida mesmo quando ela está se esgotando, é questão de querer. E aí fiquei pensando em quanto tempo a gente passa reclamando sem ter um problema realmente. Como minha mãe diz "tendo saúde, o resto a gente corre atrás".

Apesar da temática, o livro não é cansativo e nem um pouco melodramático. Pelo contrário, dá pra rir um bocado com o humor negro dos personagens.

“Alguns infinitos são maiores que outros… Há dias, muitos deles, em que fico zangada com o tamanho do meu conjunto ilimitado. Eu queria mais números do que provavelmente vou ter.” – pág 235

Antes de escrever minha resenha, dei uma olhada no que a blogosfera estava falando e pude constatar exatamente que pra cada um o livro "fala uma coisa diferente". Eu geralmente não gosto de livro que já vem prometendo tristeza, mas me deixei levar pela delicadeza que John Green criou pra tratar de um assunto tão assustador. Por que o câncer é assim, assustador. Pra quem tem, para a família do doente, para os amigos do doente e mesmo pra que não tem. 


Os personagens são fãs de um livro fictício chamado "Uma aflição Imperial". O livro termina do nada e determinados a obter um fim, eles viajam pra Holanda. De tanto falarem no livro e em seu final, eu desconfiei do que estava por vir no final de Hazel e Gus.

A principal razão de nos identificarmos com o livro são os personagens totalmente reais. O que eles fala, o que eles pensam, como eles agem são totalmente de acordo com a idade, a doença, o medo... 

Você fica se perguntando o que faríamos no lugar daqueles personagens, o que faríamos se pessoas que amamos fossem vítimas do câncer. O livro me trouxe sentimentos contraditórios, fiquei feliz em ler e poder repensar em alguns valores da vida, mas ao mesmo tempo ele te deixa triste por lembrar que muitos Augustus e Hazels estão espalhados por aí, sofrendo da maneira deles nesse exato momento. A própria Hazel, foi inspirada numa pessoa conhecida do John, a Esther Grace Earl. 

Poderia falar bem mais sobre o livro, sobre como sofremos junto com os personagens, sobre como ele mostra as diferentes relações dos envolvidos com o câncer, sobre como a doença vai matando aos poucos não só fisicamente, mas também psicologicamente e etc...

Eu amei, super recomendo e creio que lerei novamente num futuro não tão distante. 


04/02/2012

Resenha - Eu sou o número quatro - Pittacus Lore

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Quando li a sinopse desse livro, imediatamente fiquei animada. Um romance de ficção científica que conta a história de nove alienígenas refugiados na terra após seu planeta, Lorien, ser destruído. A missão deles? Manterem-se escondidos e protegidos enquanto seus legados (poderes especiais) se desenvolvem. 

Era bom de mais para ser verdade, tudo o que gosto num livro só... Romance, aventura, ficção científica e super poderes. Eu precisava ler.. Mas, por algum motivo, talvez eu estar atolada na faculdade e ter milhares de livro na fila de espera, eu não li quando ele foi lançado.

Cada uma das nove crianças tem seu Cêpan, um guardião Loriano sem poder algum, mas com muita sabedoria. Ao chegar à terra, as crianças e seus guardiões vão para lugares diferentes, para se defender dos Mogarianos (que exterminaram Lorien) até que seus poderes se desenvolvam e eles possam lutar e retornar para casa.

Decidi não ler resenhas dos blogs que costumo frequentar porque elas acabam te influenciando. Se for uma resenha super elogiando o livro, você cria uma expectativa gigante e aí se decepciona. Se a resenha só detona o livro, você já vai ler desconfiada. Então, queria estar bem imparcial.

Eu adorei o livro... Mas, não significa que não poderia ter sido melhor. Por exemplo, uma coisa que me deixa um tanto quanto frustada é o fato de todos os autores teens pensarem que o livro tem que necessariamente se passar num colégio. Claro que não tenho nada contra, mas, na maioria das vezes o ambiente escolar acaba atrapalhando a história do livro. Cansa mesmo, sabe? O personagem é um alíen! É o número quatro! O três já foi morto! Eu não quero saber em quais matérias da escola ele é bom ou ruim!

Ponto forte.. A narrativa, simplesmente te conduz até o fim do livro. Conta uma história de extraterrestres sem clichês, nada de invasão pra destruir a terra, nada de bichinhos gosmentos ou verdes e principalmente, nada de dedo que pisca! 

o livro é narrado por um menino, o que também é bem legal, na maioria de livros narrados por meninas. É aquele livro que você lê pra se divertir, passar o tempo e tal... No entanto, se tivesse um pouco mais de planejamento da história poderia se tornar um livro épico!

06/07/2011

Resenha - A Maldição do Titã - Rick Riordan

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Primeiramente gostaria de dizer que não postei as resenhas dos dois livros anteriores do Percy Jackson, pois eu li, mas demorei e acabei perdendo a inspiração, sim acontece. Mas, é uma série muito boa e fácil de ler. 

Demorei pra ler A Maldição do Titã, após ter lido O ladrão de Raios e  O Mar de Monstros um atrás do outro. 

Vou começar falando mais dos aspectos "técnicos" do livro. A narração é muito bem feita, a descrição dos personagens e cenas é muito bem detalhada e a história e personagens bem estruturados. Por não parecer, mas esses elementos são fundamentais num bom livro. Por exemplo, é chato ler um livro em que a mocinha começa corajosa e termina se escondendo dos perigos. Uma evolução é sempre boa, mas muitas variações fazem parecer que o personagem é meio bipolar. 

A história já começa a 100km/H. Os sátiros, responsáveis por achar meios-sangues, estão espalhados pelas escolas para encontrar heróis que possam a ajudar na batalha contra Cronos. Grover, melhor amigo de Percy e um sátiro (meio humano meio bode) acha dois meio sangues, Nico e Bianca di Angelo, que não sabem de nada, assim como Percy em O Ladrão de Raios. 

Percy, Anabeth e Thalia vão ajudar Grover a resgatar essas crianças. Não vou contar muito pra não liberar spoillers importantes, mas essas criançãs são fundamentais para o livro. Durante esse "resgate" monstros já aparecem e aí conhecemos mais personagens. As caçadoras são seguidoras da deusa de Ártemis que abriram mão do amor e se tornaram imortais. 

Juntos, semideuses e caçadoras terão que cumprir uma missão. 

Uma coisa que percebi nos livros até agora é que Rick tem a preocupação de apresentar os deuses envolvendo-os diretamente na história. 

A evolução dos personagens é perceptível considerando que os personagens são crianças e estão amadurecendo, por causa da idade, mas também dos desafios. Mas, aí também está uma coisa que me incomoda um pouco nos livros. Percy tem doze anos, lá no começo da saga, mas sua clareza de pensamento e atitudes não são de uma criança com essa idade... Por isso, entendo a necessidade que os diretores do filme tiveram de aumentar a idade dos protagonistas.

A forma como Rick criou todos os livros pensando na profecia que nos é apresentada no primeiro me deixa boquiaberta. Eu adorooo as profecias! Por mais que eles tentem fugir, sempre seguem o que o Oráculo diz. 

O livro é ótimo, leia!!!!

21/05/2011

Resenha - A Hospedeira - Stephanie Meyer

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Stephanie Meyer, autora da saga Crepúsculo abandona os vampiros e parte para os alienígenas. No livro, nosso mundo é tomado por um inimigo que se apodera de nossos corpos e nossas mentes. Mas, como em toda invasão sempre há os resistentes.

Depois de ler toda a saga Crepúsculo e me decepcionar com o final em Amanhecer, fiquei um tanto receosa de ler esse livro. Stephanie Meyer tem uma escrita muito cativante sem sombra de dúvidas, mas algumas falhas no enredo me deixaram totalmente descontentes. Mas, julgar um escritora por uma só série seria um tipo de preconceito, certo? Por isso, resolvi ler. 

O livro é bom. Posso afirmar com certeza. Mas, assim como qualquer livro, sempre há um ponto onde algo deixa à desejar.

Melanie é um humana, do grupo da resistência, que durate uma emboscada é pega pelos buscadores. Em seu corpo é inserida a alma de Peregrina. Nome bem sugestivo para a alma que já habitou muito planetas. O fato é que por Melanie ser adulta e uma "rebelde" Peregrina, ou Peg, não consegue dominá-la. Por isso, Peg decidi ouvir alguns de seus principais anseios. E isso a leva ao grupo de refugiados onde se encontram a família, amigos e o amor de Melanie, Jared.

Nesse ponto, vocês já devem imaginar que os humanos odeiam os invasores e que Peg está literalmente na "toca do bandido". Mas, ao mesmo tempo que veêm a perigosa alienígena Peg, também veêm o corpo de sua querida Melanie. O que no mínimo é muito estranho, certo?

O maior obstáculo de Peg é ser aceita e provar que não quer fazer mal à ninguém porque ela os ama da mesma maneira que Melanie. O corpo e a mente são muito ligados. 

No começo o livro pode parecer maçante, mas com a evolução da história percebemos a profundidade que Meyer pensou para dar vida ao livro. porque nós mesmo nos questionamos. Será justo tirar Peg do corpo de Melanie? Afinal os alienígenas, nossos inimigo não são maus, só não nos entende! É certo querer ajudar dominando o outro? Todas essas são questões à se refletir lendo o livro.

Bom, e os garotos? Todas as meninas logo se apaixonam pelos garotos dos livros. Nesse temos Jared, amor da Melanie e da Peg por estar em seu corpo e Ian, um fofo, apaixonado por Peg.

Essa é a parte em que achei meio estranho. O Ian se apaixona muito rápido por ela, passa a aceitá-la rápido demais e se transforma quase num empregado dela. Sem contar que um cara que se apaixona por um alíen deveria ter um crise interna ou qualquer coisa do tipo sei lá, tentar evitar o amor, mas não, Ian é o cara perfeito. O que acaba se tornando um padrão nos livros da Meyer. 

A mensagem de amor ao próximo, de ver a beleza interior e sobre sobrevivência das espécies é passada de maneira muito sútil. Ponto pra Meyer. 



17/02/2011

Capa de "Eu sou o número quatro"

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A editora Intrinseca mostrou em seu twitter a capa nacional de Eu sou o número quatro, primeiro volume da série Os legados de Lorien.


O livro está previsto para ser lançado dia 14 de março. O filme estréia amanhã nos Estados Unidos!

16/01/2011

Resenha - Para Sempre - Alyson Noel

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Demorei demais pra ler esse livro desde que ouvi falar dele pela primeira vez. O motivo? Sempre li resenhas bem negativas a respeito e a sinopse me pareceu bem clichê.

Menina rejeitada da escola que se apaixona pelo cara mais lindo, que por incrível que pareça também gosta dela. Mas, o garoto além de lindo é misterioso. Ele tem segredos que ela quer muito desvendar.

A sinopse que escrevi rapidamente acima se encaixaria perfeitamente em quantos livros atuais? Começando por Crepúsculo. E por estar meio cansada de Bella e cia, resolvi que não queria ler o livro. Pronto.

Só que ele apareceu aqui em casa, sim, apareceu. Minha mãe chegou com ele em mãos falando que um amigo emprestou e tal. Tudo bem, ele está na minha casa, vou ler. E não é que até me surpreendeu? 

Depois de ser a única sobrevivente num acidente de carro que mata toda sua família, Ever adquiri poderes sobrenaturais. Ela pode ler pensamentos, enxergar auras, sentir energias e ao tocar nas pessoas ter um vislumbre de sua vida. Só que Ever (trocadilho em inglês para expressão que indica eternidade) não tem controle nenhum sobre isso e nem gosta de todos esses poderes. 

Para tentar fugir da confusão energética a sua volta, a jovem, se esconde sob um capuz, sempre com um iPod conectado em seus ouvidos, no volume mais alto possível. É neste contexto que ela conhece o enigmático e lindo de morrer Damen Auguste.

Inexplicavelmente, com a proximidade de Damen, ou quando ele se dirige a ela, Ever se desconecta de sua mediunidade e não ouve mais as vozes ao seu redor; a calma e a paz se instauram em sua mente. Mas, ao mesmo tempo, ele a perturba, pois ela sente que há algo muito errado com ele. Desde o primeiro momento ela capta misteriosos sinais que, gradualmente, vão se somando e contribuindo para que ela deseje, estar ao seu lado e longe dele;

Achei o livro meio superficial quanto a relação amorosa dos dois. E ele apresenta situações que não afetam de nenhuma maneira o andamento da história, que portanto, poderiam ter sido descartados. Isso acontece algumas vezes e me deixa um tanto quanto cansada. Parece que a autora tá só querendo encher páginas. 

Damen apesar de ser lindo, inteligente. romântico e tudo mais, não me cativou quanto outros personagens de séries (cof cof Belikov) e Ever também não, apesar de ser uma personagem com uma cabeça bem compatível com as garotas de 16 anos, e não como nos outros livros que as mocinhas sempre são super evoluídas, maduras e blá blá blá. O livro não entrou pra lista de favoritos, mas tá longe de entrar na lista dos que detestei. Quero ler os próximos ;) 

Só tem uma coisa que não entendi. Porque Damen salva Ever e depois a deixa desprotegida sem fazer nada contra a pessoa que a quer fazer mal? 



17/11/2010

Crepúsculo: vendas dos livros no Brasil dobraram

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Quem teve bons motivos para comemorar as filmagens da saga Crepúsculo no Brasil foi a editora Intrínseca, que publica os livros da série no país (e já bateu a marca de 5.200.000 exemplares vendidos).

Na semana passada, enquanto a equipe vampiresca esteve por aqui, as vendas dos títulos da saga praticamente dobraram em relação ao mesmo período de outubro, chegando a quase 4.500 exemplares.

Isso sem que o casal ‘Robsten’ nem a autora da série Stephenie Meyer tenham feito qualquer esforço para se comunicar com fãs ou imprensa. Imagina se tivessem.

fonte: Veja



07/09/2010

Autor do Mês - Rick Riordan

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Ter atrasado o autor do mês de julho, atrapalhou o bom andamento das coisas. Jurava que tinha postado a coluna. Ai ai, só eu mesmo. Por isso, o autor do mês de agosto, não existirá. Pularemos para setembro e aí tudo seguirá seu caminho normal.

O autor escolhido foi o: Rick Riordan. 
Porque adoro seus livros, seus personagens e o "Último Olimpiano" e "O arquivo dos semi-deuses" estão fresquinhos nas livrarias; 

Riordan nasceu em San Antonio (Texas), Estados Unidos, onde mora até hoje com sua esposa e dois filhos. Foi professor de inglês e história durante quinze anos, em escolas públicas e particulares lá nos EUA. Riordan já tinha escrito alguns livros, mas o reconhecimento veio mesmo com a série "Percy Jackson" que ganhou até versão cinematográfica.

No Brasil, seus livros são publicados pela Intrínseca e teve seus eventos de lançamentos lotados!!! 

19/07/2010

Lançamento - Cotoco, O diário (perversamente engraçado) de um garoto de 13 anos

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África do Sul, 1990. Dois grandes eventos estão prestes a acontecer: a libertação de Nelson Mandela e, o que para o garoto John Milton é ainda mais importante, o início das aulas no internato.

Cercado por pais no mínimo lunáticos, uma avó gagá e colegas de dormitório para lá de estranhos (com apelidos do tipo Lagartixa, Rambo, Rain Man e Cachorro Doido), John (que graças a suas partes íntimas pouco desenvolvidas é debochadamente apelidado de Cotoco) faz o que pode para se adaptar – e tudo indica que não será fácil.

Munido apenas da própria perspicácia e de um diário, Cotoco vive uma série de situações bizarras e divertidas: de mergulhos proibidos no meio da madrugada a acirrados campeonatos de críquete, passando pela caça ao fantasma de um professor e por catastróficas férias em família. E é nas páginas de seu diário que acompanhamos o peculiar – e sobretudo engraçadíssimo – funcionamento da mente de um garoto de 13 anos ao descobrir a vida, a amizade... e a pluralidade da fauna humana.


O livro parece ser bem divertido. E quem sabe bom para as meninas verem como funciona a mente do garotos né? To com muita vontade de ler!

07/06/2010

Resenha - A breve segunda vida de Bree Tanner - Stephenie Meyer

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Quando vi que esse livro seria lançado, fiquei muito curiosa pra ler, não ansiosa, pois já já tinha me decepcionado com o Amanhecer, no entanto, achei que seria interessante ver a história de Eclipse por um outro ponto de vista.

Eu gosto da saga Crepúsculo, de verdade. Na realidade, é uma relação de amor e ódio, graças a diversos fatores, em especial Bella Swan, simples, não gosto dela! Mas, esse não é o caso agora.

Ontem comprei o livro e comecei a leitura assim que cheguei pude. Como sempre a narrativa de Stephenie Meyer é cativante e falha ao mesmo tempo. Arrisco-me a dizer que um tanto contraditória também.

Na introdução que ela nos apresenta parece que o livro será muito diferente dos outros da saga, será agressivo, selvagem e uma apresentação a vida de outros tipos de vampiros.

Bom, de fato é nos apresentado um tipo diferente de vampiros. Mas, como sempre a mocinha de Stephenie é sempre diferente dos outros e tão altruísta!

Entretanto, Bree não é tão lesada quanto Bella (desculpem os fãs). Ela é esperta e a narração é ágil, o que faz o livro rápido e agradável de ler.

Confesso que foi bem diferente, ler um livro já sabendo o desfecho da personagem e sem capítulos. Isso mesmo, o livro não é dividido em capítulos, parece um conto gigante, não chegou a me incomodar.

Pensei que veria mais Victoria e mais ação também.

O livro foi diferente do que eu esperava, mas nem por isso, ruim.

Se você gosta da Saga Crepúsculo, está mais que recomendado e se não gosta, talvez seja uma boa chance de ler fora dos olhos apaixonados de Bella.


06/05/2010

Capa de "Hush, Hush"

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Gente, a intrínseca acaba de divulgar a capa nacional de Hush Hush... Eles manteram a mesma arte, só traduziram o título! Acho muito válido, já que o livro é bem conhecido por todos e assim familiarização fica mais fácil né?!?

O lançamento será no dia 1º de junho! Fiquem ligados, deve ocorrer eventos pelo país!


Pra quem não conhece...
Sinopse: Se apaixonar nunca foi tão fácil… ou tão mortal. Para Nora Gray, romance não era parte do plano. Ela nunca se sentiu particularmente atraída por nenhum garoto de sua escola, não importa o quanto sua melhor amiga Vee os empurre para ela. Não até a chegada de Patch.
Com seu sorriso tranquilo e olhos que parecem enxergar dentro dela, Nora é atraída por ele contra seu bom senso. Mas após uma série de acontecimentos aterrorizantes, Nora não sabe em quem confiar. Patch parece estar onde quer que ela esteja, e saber mais que ela do que seus amigos mais íntimos.
Ela não consegue decidir entre cair nos braços dele ou correr e se esconder. E quando tenta encontrar algumas respostas, ela se acha próxima de uma verdade que é bem mais perturbadora do que qualquer coisa que Patch a faça sentir. Pois Nora está bem no meio de uma antiga batalha entre os imortais e aqueles que caíram – e, quando se trata de escolher lados, a escolha errada poderá custar sua vida.

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