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09/09/2013

Matthew Quick na Bienal do Rio 2013

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Sábado de manhã e os pavilhões da Bienal já estavam lotaaaaados! Muita fila, correria e confusão, tudo isso por causa de um senhor chamado Nicholas Sparks, mas nem a presença de um dos maiores popstars do mundo literário foi capaz de ofuscar a participação de Matthew Quick, autor do bestseller 'O Lado Bom da Vida'.

Às senhas para pegar autógrafos com o Matthew se esgotaram rápido, e eu infelizmente não consegui garantir a minha. Mas, não me abalei, ainda tinha a chance de vê-lo no Café Literário e consegui ser uma das primeiras à pegar a senha para participar do bate papo, que ainda contou com a presença dos autores nacionais Socorro Aciolli e Flávio Carneiro.



O papo foi muito legal e os três juntos comentaram sobre o processo de criação dos livros e dos personagens. Socorro Acciolli foi uma GRATA surpresa, inteligente, articulada e não poupou elogios aos blogueiros "Essa garotada lê uma quantidade absurda de livros por mês!" disse ela. Também fiquei bastante curiosa com os livros do Flávio Carneiro.  Mathew falou bastante sobre Pat Peoples, o personagem principal de 'O Lado Bom da Vida' e sobre as semelhanças entre autor e personagem. Segundo ele esse livro "o salvou", pois assim como Pat, ele passou por momentos difíceis por causa da depressão e que jamais imaginou que seu livro se tornasse um sucesso e principalmente se tornaria um filme que daria um Oscar para alguém.


Foto: Rafael Moraes
Os fãs tiveram oportunidade de fazer perguntas aos autores e transcrevi 3 das perguntas feitas para o Matthew!

Como você estabelece sua relação com o leitor?

É sempre uma honra falar com os leitores. Escrever é um processo muito solitário. É como um terapia, mas não se sabe como as pessoas reagirão ao livro. Quando terminei 'O Lado Bom da Vida' fiquei com medo de publicar porque sentia que estava muito sozinho e que as pessoas não entenderiam. mas as pessoas entenderam e é muito bom saber que existem pessoas que pensam como eu. É difícil, mas tento interagir ao máximo com os leitores. Apesar de me sentir muito exposto.

Que conselho você daria para pessoas como o Pat?

A maior coisa sobre Pat é que ele quer muito se recolocar. Quando olhei para mim mesmo e meu problema de forma mais aberta, minha cabeça mudou. então, meu conselho é: conversar. Quando consegui conversar com minha esposa e amigos ficou mais fácil de lidar com tudo, porque estava sendo mais honesto comigo também.

Como foi criar a Tiffany?

Muito divertido! Quando disse que queria publicar um livro, meu pai não me incentivou em nada, pelo contrário, disse que nunca daria certo. Mas depois de ler comentou uma única coisa, que Tiffany era uma solução sexy para os problemas de Pat. E eu levei aquilo como um elogio, entendi que ela faz Pat olhar para seus próprios problemas de forma mais honesta. Assim como minha esposa fez comigo, ainda que ela não seja nada como a Tiffany.

Sobre seu novo livro, "Perdão, Leonard Peacock"

O escrevi no verão de 2011, e foi difícil. O Leonard é um cara divertido, mas que tem uma raiva muito grande. E com alguma razão. E agora,  a mesma produtora de 'O Lado Bom da Vida' quer fazer o filme.





03/04/2013

Resenha - O Lado Bom da Vida - Matthew Quick

4 comentários
Pat Peoples tem mais de 30 anos e acaba de sair de uma clínica psiquiátrica. Não sabe muito bem quanto tempo passou lá, mas está convencido à reconquistar sua ex-esposa Nikki. Para isso, busca ser uma pessoa melhor.  Viciado em exercícios físicos, está determinado a reorganizar as coisas , porque acredita em finais felizes e no lado bom da vida. 

O livro é comumente chamado de "As Vantagens de Ser Invisível" adulto. Como amei e o filme era estrelado por dois atores que gosto muito, Jennifer Lawrence e Braddley Cooper, resolvi ler.

O livro também é chamado de divertido e leve.

O quê? Como assim? 

Ok. Acredito que tenha sim partes engraçadas. Mas, a história tem coisas bem tensas. Talvez elas não pareçam tão tensas porque estamos acompanhando a história pela visão otimista, esperançosa e até inocente de Pat. Mas, ainda sim o livro fala sobre depressão, surto, sobre recuperação psicológica dentre outras coisas e não creio que nenhum desses assuntos cheguem perto de ser leves.

Também consegui achar as semelhanças em toda essa comparação com "As Vantagens de Ser Invisível". Os dois são homens narrando, ainda que Charlie tenha 16 anos e Pat 36. Ambos tem algum tipo de problema psicológico e choram bastante em público. E alguns livros que eles leem são os mesmo. Mas, as similaridades para por aí. 

A obstinação de Pat em reconquistar Nikki, sua ex-mulher é quase obsessiva, ainda que ela não queria vê-lo de maneira alguma. No meio dessa história toda, surge Tiffany que também lida com seus próprios problemas mentais. Acho que a principal diferença entre os dois é que Tiffany está bem consciente de seus problemas e da realidade, enquanto Patt prefere viver na fantasia de que é uma questão de tempo até que tudo "volte ao normal".

Sem sombra de dúvidas é uma história emocionante e passa a mensagem de que às vezes o final feliz não vem como esperamos. Super recomendado, verei em breve o filme, estava querendo ler o livro primeiro, e comentarei também.

Acho legal avisar também que o livro dá spoillers de alguns livros. Aí estão as referências de "O Lado Bom da Vida"

1. A Letra Escarlate - Nathaniel Hawthorne
2. O Grande Gatsby - F. Scott Fitzgerald
3. A Redoma de Vidro - Sylvia Plath
4. As Aventuras de Huckleberry Finn - Mark Twain
5. O Apanhador no Campo de Centeio - J.D. Salinger
6. O Adeus às Armas -  Ernest Hemingway



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