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17/06/2014

Resenha - Procura-se um Marido - Carina Rissi

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Alicia tem 20 anos, é milionária, viaja o mundo todo e não leva a vida muito à sério. Já foi presa algumas vezes, óbivo que foram enganos, mas apesar de tudo, morre de amores pelo avô, dono de um patrimônio incalculável e sua única família. Após a morte do avô, sua vida vira de ponta à cabeça com a abertura do testamento. Vô Narciso a excluiu da herança, alegando que a neta não tem maturidade suficiente para assumir seu império – a não ser, que se case. E enquanto não arrumar um marido, um tutor ficará de olho em sua herança. Depois de alguns perrengues, Alicia decide buscar seu marido em um anúncio no jornal. O que ela não imaginava era encontrar o amor de verdade enquanto burlava o testamento. Mas Max é irresistível. Trabalhador, responsável e lindo, Alicia não consegue resistir ao encantos dele, ainda ele tenha sido irritante e até grosseiro nas primeiras vezes em que se viram.

À primeira impressão Alicia pode até não agradar, mas acho que essa é a parte mais legal do livro. Assim como todos que a rodeiam, a julgamos sem conhecê-la realmente, baseadas unicamente em suas ações não muito "convencionais". Mas, depois com o passar das páginas vemos que ela é uma garota legal e que se viveu a vida sem muitas preocupaçãos é porque ela pôde. Nascida em berço de ouro, orfã e criada pelo avô, dá para imaginar o quanto ela foi mimada. Então, não é de se espantar que ela tenha aproveitado bem o conforto que a grana dá. Quem aqui não sonha em ganhar na loteria e ir relaxar em praias paradisíacas? Só que assim que Alicia se viu na posição de assalariada, sua relação com o dinheiro - e com a vida, consequentemente começa a mudar. Ela aprende á se colocar no lugar dos outros, "de olhar para baixo". 

O livro é engraçado, tem drama, romance e ação. 

Carina Rissi consegue instigar o leitor e essa é uma das principais virtudes de um bom escritor. Tanto nesse quanto em Perdida, fiquei bem ansiosa para o final. Ao contrário de grande parte, meu favorito segue sendo Perdida. Mas, nada tira o mérito do sucesso de Procura-se um Marido. Então já sabe, quer arricar sem medo num chick-lit? O nome é Carina Rissi.

15/01/2014

Carina Rissi divulga trecho de Perdida 2

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Quem acompanha o blog sabe que eu amei Perdida, da Carina Rissi. publicado pela Editora Verus, o livro foi um grande destaque da literatura nacional e para alegria dos fãs, a Carina terminou de escrever a continuação da história. E para comemorar o dia do leitor, carina resolveu presentear seus fãs com um trecho de Perdida 2. 

Cuidado! SPOILLERS.

“…E então, bem atrás da mesa dele, pendurado como se fosse uma obra de arte, me deparei com a tela suja e borrada por meus dedos.
Segurei os ombros de Ian e me ergui o suficiente para olhar em seus olhos.
− Por que aquela coisa horrorosa tá pendurada na sua parede como se fosse um quadro de verdade?
− É um quadro de verdade! – ele afirmou, enrolando uma de minhas ondas no indicador.
− Não, é uma porcaria que qualquer criança de dois anos faria melhor.
Ian observou a tela, espalmando a mão grande na curva de minhas costas para que eu não caísse. Um sorriso orgulhoso brotou em sua boca perfeita.
− Eu gosto – comentou. − Observe a assimetria, a imprecisão nos traços, nenhum domínio das técnicas sobre a tela. Numa primeira interpretação de caráter geral este quadro apresenta uma total falta de cosmovisão, não há uma reflexão sobre os valores fundamentais em torno dos quais gira a vida humana. É difícil encontrar uma linguagem pictórica ou simbólica, até mesmo discursiva ou conceitual. Se dermos mais importância ao fator “Onde está o mata-borrão?”, chegamos à conclusão de que a negligente artista sente dificuldade em se adequar ao padrões e a expressa em cada pincelada.
− Tá legal – falei devagar, olhando-o com a testa encrespada. − Não entendi mais da metade do que você disse, mas tenho a impressão que você acabou de dizer que sou uma droga como artista.
Ele deu risada.
− Ainda não terminei. – Então se obrigou a voltar a fachada de crítico de artes. – Porém, se deixarmos tudo isso de lado e nos concentrarmos na relação estabelecida entre a figura oculta e as marcas de dedos, vemos que a qualidade do trabalho é significativa, e a mensagem rica e engenhosa.
− Ah, é, é? – Apertei os lábios para não rir.
Ele fez que sim, mantendo a expressão séria.
− Perceba com que riqueza o amarelo e o vermelho se entrelaçam, criando a ilusão de luz e profundidade. Como aquela torção ali no canto nos remete a um vórtice em constante movimento. Nesta perspectiva, percebemos que a negligência é proposital, ouso dizer sofisticada, para que os traços representem a liberdade da alma da artista. Observe aquela mistura de marrom e verde bem ao centro.
− Que lembra uma batata podre?
− Precisamente! – Ele lutou contra um sorriso. − A batata é o símbolo máximo do livre-arbítrio e a independência triunfando sobre as adversidades causadas pelo mata-borrão!
Eu gargalhei tanto que teria caído do sofá se Ian não estivesse me segurado com tanta firmeza. Ele ria também.
− Sério, Ian, é feio demais. Acabou com a decoração do seu escritório. Devia colocar no lixo.
− Meu amor, eu jamais poderia. Quando olho para esta tela me lembro da forma como foi criada. A razão daquela confusão de cores e marcas de dedos. Não há outra que seja mais preciosa ou mais bela para mim. Recentemente também adquiri muito apreço por aquela magnifica mesa de carvalho. E agora desejo acrescentar este confortável sofá a lista. − E esticou o pescoço para alcançar meu lábios. “

29/12/2012

Resenha - Perdida - Carina Rissi

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      Que livro cativante!          

Se você acompanha a blogosfera literária provavelmente já se deparou com alguma resenha dele. E provavelmente, estão todas certas.

Sofia é uma garota de 24 anos que vive numa metrópole, é viciada em modernidade e trabalho! Muito parecida conosco, garotas da vida real. Mas, sua vida começa a  ficar maluca quando ela acidentalmente  deixa seu celular cair na privada e precisa arranjar um novo. Na loja de celulares, ela conhece uma vendedora esquisitona, que lhe promete um modelo suuuper diferente. E é mesmo! O aparelho a leva para o século XIX. Como se não bastasse estar num século atrasado, ela conhece o homem mais encantador de todos, Ian Clarke.

Durante todo o livro fiquei pensando "Puxa, isso é um conto de fadas moderno" e tive certeza quando chegou lá no final e descobri de quem se tratava a vendedora misteriosa.

Apesar de ser um romance, o livro é bem engraçado. Sofia consegue se adaptar relativamente bem ao século que se encontra, mas vive aquele choque de "cultura". Os vestidos, os modos, a fala e até as necessidades fisiológicas ficam engraçadas do ponto de vista da Sofia, que pra voltar para casa precisa seguir as pistas deixadas pelo celular. 

Mas, ele conhece melhor Ian e o que acontece? Sim, os dois se apaixonam.

É muito fácil se envolver com o casal Sofia e Ian, apesar de pouco tempo juntos, o texto é tão bom que realmente convence a paixão avassaladora que eles sentem. Devorei o livro! Adorei a fuga de alguns clichês e o modo como outros se encaixaram perfeitamente bem na história. Todos os personagens são muito agradáveis, até a chatinha da Teodora. 

Sofia também se apega a todos e o dilema que não poderia faltar vem à tona, voltar pra casa ou ficar com o amor de sua vida? A resposta é difícil por causa de sua amiga, Nina, a única coisa que a faz pensar melhor sobre ficar para sempre no século XIX. 

A única coisa que incomodou um pouco são os erros de digitação. Mas, nada que comprometa a qualidade do enredo. a capa está completamente de acordo com uma passagem do livro e eu adorei isso!

Esse é o livro de estreia da Carina Rissi, o que nos faz ficar de olho nas próximas publicações dela. Começou com o pé direito! AMEI! Super indicado para meninas, garotas e mulheres.



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