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02/08/2013

Resenha - Simplesmente Ana - Marina Carvalho

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Ana Carina tem 20 anos é mineira de BH, estuda direito na PUC e... Descobre que seu pai é o Rei de um pequeno país na Europa chamado Krósvia. Um dia ao entrar na internet, se depara com a seguinte mensagem no facebook "Desculpe, mas acho que sou seu pai!"

A partir daí a vida da menina vira de cabeça para baixo. Além de ganhar um pai, fica sabendo que sua mãe mentiu durante os 20 anos e decide passar um tempo em Krósvia pra conhecer melhor seu pai Andrej (pronuncia-se Andrei).

No início parece que leremos uma versão brasileira de O Diário da Princesa, da Meg Cabot, mas o desenvolvimento nos prova o contrário.

Marina Carvalho, a autora, é brasileiríssima, e Ana, a personagem é completamente apaixonada pelo país. Por isso, mesmo quando está em Krósvia tenta manter alguns hábitos da nossa cultura. Ela ensina uma manicure à fazer unha à brasileira, prepara brigadeiro, feijoada e pão de queijo para seus novos amigos e ensina a todos o significado da palavra saudade.

Em Krósvia, Ana conhece o enteado de sue pai. Um rapaz de 25 anos que à princípio parece desconfiar dela, mas que com o tempo vai amolecendo e os dois se veem envoltos em sentimentos confusos. Alexander, ou Alex para os íntimos, é lindo, forte e bem charmoso. Em pouco tempo Ana está completamente apaixonada, mesmo que adore negar.

O livro é um chick-lit que não fica devendo em nada para as autoras internacionais. Achei o comecinho um pouco corrido, mas precisava de tempo pra criar o romance de Ana e Alex, né? E isso vem na medida certa. É narrado em primeira pessoa e a escrita da Marina é bem fluída. 

Senti falta de mais interação de Ana com o pai, Andrej, apesar dele ser um fofo e se esforçar para que o tempo perdido fosse compensado. Afinal de contas, ela foi pra Krósvia por ele. E pensei que veríamos mais sobre tradições das famílias reais, que Ana tivesse algum impacto e treinamento com o novo status, mas não, essa parte foi pouco desenvolvida. A única coisa que marca essa nova condição é a mídia atrás da garota.

Ana não é uma personagem perfeita, por isso, muitas vezes você vai estar super amando e outras super odiando. Lá no finalzinho, na briga com Alex, dá vontade de socar. Mas, isso é um ponto positivo. Odeio personagens perfeitinhas. Às vezes, ela é um pouquinho egoísta, fresca e até preconceituosa. 

Mas, nem tudo é perfeito e tiveram umas coisinhas que me incomodaram durante a leitura. A fixação nos biquínis e calcinhas fio dental foi uma delas. 

Os personagens secundários, a mãe e a avó de Ana, sua melhor amiga, seu quase namorado que fica no Brasil, sua nova família e o pessoal do castelo são super gente boa e completam o livro. E o mistério envolvendo o marido da tia, deixa uma ponta solta para uma possível continuação.

Todo conto de fada merece uma bruxa má e esse cargo caiu nas mãos de Laika, a namorada de Alex. E aí está outro ponto que me incomodou, a infantilidade de Ana em ficar chamando a namorada do outro de Nome de Cachorro em tooodas as falas. Mesmo que com esse comportamento deixe bastante claro que Ana está caidinha por Alex.

Outra coisa é que apesar de ser um livro escrito por uma mulher, sobre uma mulher e com a narrativa feminina, ele às vezes é um pouco machista. Por exemplo, no momento em que Ana  vai para a cama com Alex e o mundo acaba desabando aos seus pés, ela diz a frase "se tivesse sido uma boa menina." Mas isso não é uma crítica à autora em si, já que percebo esse tipo de fala e pensamento das personagens em quase todos os livros, é algo que está presente já na nossa cultura, mas que temos que fazer uma forcinha pra ultrapassar! 

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