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29/07/2014

5 livros sobre... Garotas Plus Size

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Beleza, padrões, autoestima e o corpo feminino andam de mãos dadas e não é tão fácil quanto se pensa encontrar protagonistas, principalmente em livros juvenis que saiam do padrão, por isso, resolvi fazer o 5 livros sobre desse mês sobre garotas gordas, apesar delas lidarem com seus corpos de maneira bem diferentes.

Eleanor & Park

 Os personagens que dão título ao livro são dois jovens de dezesseis anos. Park, descendente de coreanos e apaixonado por música e quadrinhos, não chega exatamente a ser popular, mas consegue não ser incomodado pelos colegas de escola. Eleanor, ruiva, sempre vestida com roupas estranhas e “grande”, é a filha mais velha de uma problemática família. Os dois se encontram no ônibus escolar todos os dias. Apesar de uma certa relutância no início, começam a conversar, enquanto dividem os quadrinhos de X-Men e Watchmen. E nem a tiração de sarro dos amigos e a desaprovação da família impede que Eleanor e Park se apaixonem, ao som de The Cure e Smiths.

Por quê indiquei? Eu amei o livro e mesmo que você não o ame quanto eu, não dá pra negar a ótima mensagem que o livro passa sobre nos aceitar do jeito que somos, que a beleza é um fator subjetivo e que devemos aceitar o amor das pessoas.


 Preciosa

Claireece Precious Jones é obesa. Analfabeta e está grávida pela segunda vez do próprio pai. Vítima de Constantes abusos físicos e psicológicos por parte da mãe, alimenta a esperança de melhorar sua vida e a da filha. O encontro com uma professora batalhadora a apresentará a um mundo novo, no qual poderá expressar seus sentimentos e recuperar a voz e a dignidade. Uma história de luta, coragem e redenção.
 
Por quê indiquei? Uma história tensa que inspirou um filme maravilhoso! 
Tamanho 42 não é gorda

A cantora pop Heather Wells chegou ao fundo do poço. Nenhuma gravadora se interessa por suas músicas, o pai está atrás das grades e a mãe fugiu para Buenos Aires com todas as suas economias. Quando finalmente consegue um emprego de inspetora em uma faculdade, Heather acredita que tudo está melhorando. Ou será que ela está enganada? 

Por quê indiquei? Meg Cabot sabe como ninguém falar com as garotas, sejam elas mais novas ou mais velhas, e nesse livro temos um protagonista gordinha com problemas de aceitação, assim como várias garotas da vida real devem ter.


Felicidade Clandestina

Publicado pela primeira vez em 1971, "Felicidade Clandestina" reúne 25 contos que falam de infância, adolescência e família, mas relatam, acima de tudo, as angústias da alma. Como é comum na obra de Clarice Lispector, a descrição dos ambientes e das personagens perde importância para a revelação de sentimentos mais profundos.

Por quê indiquei? Um livro de contos de da Clarice Lispector, e num deles encontramos uma portagonista "gorda, baixa, sardenta e de cabelos excessivamente crespos" como ela mesma descreve.


O Diário de Bridget Jones

Desde as primeiras linhas deste diário, você vai achar que já conhece Bridget Jones de algum lugar. Ela está na faixa dos 30 anos, é solteira, mora numa cidade grande, quer parar de fumar, acha que está marcando passo no emprego, tomou a firme resolução de fazer ginástica três vezes por semana e assumiu o compromisso de não chegar ao fim do ano sem aprender e programar o videocassete. Parece familiar? Então aqui vão outras características de Bridget. Desconfia dos livros de auto-ajuda, mas não resiste a dar uma olhadinha neles.
É um desastre na cozinha, mas fantasia jantares inesquecíveis com o auxílio de livros de culinária. Banca a mulher independente, mas não passa uma noite sem sonhar com o príncipe encantando. Sofre com a idéia de não receber presente no Dia dos Namorados, mas em seguida, se convence de que está é só uma data comercial. 

Por quê indiquei? Acho que todas conhecem a Bridget e sua baixa autoestima, não tinha como ficar de fora da lista.
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19/07/2014

Assita já: My Mad Fat Diary

2 comentários
Comecei à assistir My Mad Fat Diary, porque no fundo já sabia que entraria no meu coração. Inglaterra, anos 90, adolescente fora dos padrões (obesa), viciada em música, fã de Oasis e... Recém saída de um hospital psiquiátrico. Junte aí ao fato de ser exibida e produzida pelo pessoal responsável por Skins. Como não amar?
Viciada em séries como sou, estava sentindo falta de um seriado adolescente que não tratasse essa idade com estereótipos e futilidades, sim, às vezes eu gosto de futilidades, mas a vida não é só isso, né? E My Mad Fat Diary tem uma pitada de tudo, o que deixa a realidade vivida por Rachel Earl, ou simplesmente Rae, mais verossímel. Tem a futilidade também, mas rodeada de um conteúdo mais sério, como aceitação, autoconhecimentos e descobertas, com uma boa dose de humor também. E o que torna a série ainda mais legal de assistir é que é inspirada no livro My Mad Fat Teenage Diary, da autora Rae Earl, baseado em fatos reais.

Rae é interpretada pela atriz Sharon Rooney que faz um belo trabalho em trazer para a série o cotidiano básico de uma garota de 16 anos e os problemas clássicos da idade, aceitação dos pais, virgindade, aceitação da sociedade, relacionamento com os pais e amigos, enfim, coisas que com certeza todos nós já passamos. No entanto, Rae tem um "plus", ela acaba de sair de um hospital psiquiátrico para tratar problemas de depressão e ansiedade que a levou à se ferir.


Uma parte importante da série é a música, Rae a usa como vaúlvula de escape e esse conhecimento, junto com seu bom humor e inteligência compensa a imagem que tem de si mesma. Ela se acha feia por ser gorda. E a série mostra de um jeito lindo como é importante se aceitar e à não julgar os outros. Tem uma cena em especial em que a Rae se sente um lixo por não estar nos padrões de beleza imposto pela sociedade e acaba se imaginando tacando fogo num outdoor da cidade com uma garota linda de sutiã nele, baita cena com um baita significado de autoestima. Além do diário para desabafar, Rae faz terapia e essas sessões são uma parte especial dos episódios. por que é lá que Rae ver seus conceitos, dúvidas e paranóias ser confrontados.E se você gostad e romance, yes temos romance! Impossível não se apaixonar pelo fofo Finn Nelson.
My Mad Fat Diary tem duas temporadas super curtinhas, dá pra ver em um só final de semana como eu fiz, mas não recomendo porque agora estou morrendo de saudades da "gang". E nem sinal de que a terceira temporada chegue.

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