26/08/2013

Resenha - Como (quase) Namorei Robert Pattinson - Carol Sabar

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Que demora a minha pra vir aqui falar sobre esse livro, hein! Alguém deveria puxar minha orelha! Já é a segunda vez que leio e finalmente estou resenhando, na primeira vez estava tirando umas férias do blog. Mas, vamos ao que interessa.

Conheci o livro na bienal de 2011 e tive o prazer de conhecer o livro pelas mãos da própria Carol Sabar, que por sinal é muito simpática. A história é sobre Duda, uma universitária muuuito fã de Crepúsculo prestes à embarcar para um intercâmbio de seis meses em Nova York com sua irmã, prima e uma amiga!


Vou confessar logo que adorei o livro. Achei engraçado, espontâneo e bem escrito. Aliás, vale ressaltar que esse é o livro de estreia da Carol, mas não fica devendo em nada para muito veterana por aí. A história é bem amarradinha, os personagens bem desenvolvidos e as cenas bem escritas. Se passar em Nova York também foi um charme à mais.

E se você não gosta de Crepúsculo, do Robert ou qualquer coisa que envolva a Stephanie Meyer, pode vir sem medo também. Apesar da Duda ser super fã da saga, (livro favorito dela é Eclipse, igual a mim) esse não é o tema central do enredo. E na verdade, qualquer menina que já foi fã de alguém vai se reconhecer um pouco na atrapalhada e divertida Duda.

Quando chega em Nova York, adivinha com quem o vizinho dela é sósia? Sim do Robert. Miguel é tudo de bom... Mas, sinceramente sou muito mais o Pablo!

O livro, repleto de referências da cultura pop, empolga muito e surpreende no final. Duda é muito engraçada e dá pra dar umas boas risadas com ela. 

Mas, vocês sabem que nas minhas resenhas eu sempre tento ver alguma coisa negativa, mesmo nos livros que mais amo! Bom, nesse livro a primeira coisa é uma observação. Carol é mineira e não sei seu nível de intimidade com o estilo de vida dos cariocas, mas quem mora aqui sabe que para o pessoal de Ipanema fazer festas na Barra é bem improvável, quase impossível diria eu.

E o segundo aspecto negativo é referente á um personagem. Eis a descrição que encontramos no livro:

"Vindo direto da jamaica, negão esquisitão, estereotipo de quem usa dread, as caspas e o fedor com a blusa de reggae."

Não curti, achei tendencioso e desnecessário. As pessoas com dreads e etc não precisam desse tipo (como a própria Carol diz) de estereótipo para reforçar a imagem negativa que as pessoas tem deles.

24/08/2013

Eu vi - Instrumentos Mortais: Cidade dos Ossos

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Um dos filmes mais esperados pelo fandom? Sem sombra de dúvidas. Por isso, antes de ir assistir, esperei um pouco pelas manifestações no twitter. E o que eu vi? Muita gente reclamando! E com alguma ponta de razão. Antes de começar a dar minha opiniao, gostaria de ressaltar que já li os dois primeiros livros da série e que apesar de gostar não sou uma das maiores fãs, portanto, acho que minha avaliação está um tanto quanto neutra. 
Assim como os livros, o filme Cidade dos Ossos é voltado ao público jovem e teria tudo para ser ovacionado pelos fãs, se no meio do caminho eles não tivessem escorregado feio.  Os erros mais chocante na minha opinião, refere-se aos atores. Desde a escalação à interpretação em si. Muitos fãs falam da aparência do personagem, que não combina com a descrição do livro. Não acho que esse seja um fator crucial, se o personagem estiver sendo bem representado, o que não acontece nesse caso.

Vamos começar por quem? 

Sim, a protagonista Clary! Lily é uma promessa de Hollywood e anda pegando vários papéis bons, e apesar da sua atuação não ser a das mais questionáveis do filme, não podemos negar que seu desempenho poderia ter sido melhor. Simplesmente não senti empatia o suficiente pela garota para que possamos ficar tristes ou felizes com ela. A coragem que tanto falam não é evidenciada na cara de bobinha que a atriz fazAs tentativas de piada são de envergonhar e feitas em momentos completamente inoportunos e desnecessários. Mas, Clary não é a única nessa situação. 
Jace Wayland, é um personagem bem confiante, um pouco sarcástico, mas completamente engraçado. Na versão feita pelo Jamie Campbell Bower não conseguimos encontrar suas características mais marcantes. O tom usado por Jamie deixou - e muito- a desejar. E as falas arrogantes (e sempre divertidas ) do Jace, não ficaram bem, parece que Jace é um garoto que gosta de ser mal com as pessoas e simples assim. O que foi a cena depois do beijo entre ele e Clary? Lamentável.
Valentim é outro exemplo de personalidade discrepante. Quem leu os livros conseguiu mesmo reconhecer o Valentim nervoso, histérico, canastrão e bagunçado daquele jeito? Por que eu não! Parece que os atores não capturaram verdadeiramente a essência de seus personagens. 

Por outro lado, vemos que os produtores realmente tentaram agradar o fandom, que parece cada vez mais querer um filme totalmente copiado do livro, sem entender que se trata de uma ADAPTAÇÃO! Tem coisa que funciona no livro, mas no filme não e vice-versa. A cena romântica entre Jace e Clary é sofrível, com direito á uma trilha sonora digna de filmes da Disney, o que distorce totalmente do clima sombrio passado na tela.
Mas, não sou tão negativa quanto os fãs mais fervorosos ao ponto de dizer que odiei. Está distante de ser tão ruim quanto se imagina. Há pontos que deixam curiosidade para os próximos filmes, como o relacionamento de Clary e Simon (muito mais química do que com Jace), a sexualidade de Alec e o bruxo Magnus Bane por si só, pois é pouquíssimo explorado nesse primeiro filme. Dá pra sair sem lamentar o dinheiro gasto, principalmente pra quem não leu os livros e não se incomoda de gastar um bom tempo numa história água com açúcar, que não se decidi ser fantasiosa e sombria ou divertida e romântica.

20/08/2013

#aquecimentobienal - Quem você quer ver lá?

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A Bienal do Rio é um ótimo lugar para conhecer pessoas. Seja aquele autor famosíssimo que fará você enfrentar uma fila quilométrica pra pegar um autógrafo, um escritor iniciante com um ideia muito legal, um blogueiro que você acompanha, ou até mesmo fãs dos mesmos livros que você. ou seja, dá pra aumentar muuuito sua rede de contatos. Por isso, montei um guia básico pra ajudar vocês na hora de montar sua programação.


1 - Faça sua agenda

Esse ponto é um dos mais importantes pra quem pretender encontrar alguém específico na bienal. Se quem você quer ver for:

Escritor(a) - Tente se programar pra chegar cedo e não perder a distribuição de senhas para os eventos e sessões de autógrafos. Confira também se ele estará lá mais de um dia, dias de semana são os mais tranquilos pra quem quer bater um papo e tal. Para autores mais famosos tente descobrir se existe algum pré-requisito na hora do autógrafo, tem editora por exemplo que deixa autografar dois livros, mas um tem que ser obrigatoriamente o mais novo lançamento. Atenção!

Blogueiro(a) - Não tenha vergonha e pergunte pelo twitter, facebook e etc quando e onde eles estarão por lá. Muitos blogueiros são de fora do Rio e estarão aqui especialmente para a bienal, garanto que vão gostar de falar com vocês.

Fãs dos mesmos livros - Esse é fácil, viu. Além de procurar pelos eventos para fãs, dá pra conhecer fãs nas filas de distribuição de senhas, de autógrafos, nos bate papos com escritores e etc. Até olhando livro na prateleira dá pra fazer um amigo.

Novos autores - Escritores iniciantes, geralmente, tentam "vender" seu peixe perto das suas editoras. Dê uma chance à eles e escute sobre o livro! foi numa dessas que conheci a Carol Sabar, na bienal de 2011. 

A Maya Moura, fez uma planilha que vai facilitar e muito sua vida na hora de montar a programação, é uma mão na roda, principalmente para os marinheiro de primeira viagem! Para ver, clique aqui.

2 - Não seja tímido

Pode não parecer, mas essa dica é importantíssima. Imagina só, você doida pra conversar com aquele blogueiro que lê todos os posts, pra tietar os autores e a vergonha não deixa. Por isso, desencane, as pessoas que estão lá querem mais é conversar sobre livros mesmo!!!

3 - Tenha foco


Acontecem um zilhão de coisas ao mesmo tempo na bienal, é muito fácil sair da sua programação inicial, portanto estabeleça suas prioridades e cuidado com os stands, principalmente os de promoção!

4 - Leve água e alimentos

Comprar comida na bienal é uma dor de cabeça. Portanto, se você conseguiu pegar a senha para pegar autógrafo com seu escritor favorito, não vai querer perder tempo nas filas intermináveis da praça de alimentação, né? Então, uns sanduíches,  biscoitinhos e água ajudam bastante à tapear o estômago até seu horário ficar livre.

16/08/2013

Revelados os atores principais da adaptação de 'Fallen'

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Hoje é dia de alegria para os fãs da série Fallen, da autora Lauren Kate

Foi divulgado hoje, no site da própria escritora, os nomes dos atores que darão vida à Luce e Daniel na adaptação cinematográfica do primeiro livro da série, aqui no Brasil publicada pela Galera Record.

Luce será encenada por Addison Timlin, atriz americana, de 22 anos sem nenhum grande papel em sua carreira.

Daniel será vivido por Jeremy Irvine, ator britânico conhecido por protagonizar Cavalo de Guerra, dirigido por Steven Spielberg.

Os demais componentes do elenco devem ser anunciados em breve. A direção do filme está por conta de Scott Hicks, e Gordon Gray, juntamente de Mark Ciardi, ficam responsáveis pela produção.

07/08/2013

Resenha - Belo Desastre - Jamie McGuire

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Travis Maddox é um garoto popular, meio temperamental, respeitado e admirado por todos na Universidade Eastern. Conhecido também como "Cachorro Louco" por causa das lutas ilegais que acontecem nos porões da faculdade, seu caminho de repente cruza com o de Abby Abernathy, uma garota cujo único desejo é ser normal. Mas, Travis representa para ela uma série de coisas que ela deixou para trás e ficar com ele pode reabrir velhas feridas.

Belo Desastre está na minha lista de leitura há algum tempo. Se soubesse que amaria, não teria demorado tanto pra ler. Mas, o lado bom é que a continuação Desastre Iminente já tá chegando e não vou sofrer com abstinência de Travis. O livro contará a mesma história sob o ponto de vista dele.

O ponto forte desse livro é Travis, sem sombra de dúvidas. Ele é bonito, inteligente, sexy, rebelde, meio arrogante, mas também super fofo e carinhoso! No começo da história ele é "o" pegador da Universidade e que não ilude as garotas não, ele não procura um relacionamento, só sexo casual. Mas, quando conhece Abby, sente que alguma coisa ali é diferente, por isso, aceita ser somente seu amigo, já que a garota se recusa à dar o braço a torcer. Apesar de ter essa fachada de troglodita, Travis é sim sensível, carinhoso e até um pouco carente. O que faz com que nos apaixonemos por ele rápido, rápido.

O desastre que o título do livro se refere, é a relação dos dois. Quando Abby perde uma aposta e tem que morar durante um mês no apartamento de Travis é que vemos o quanto essa relação é intensa, estranha e pode até ser perigosa. Eles são extremamente atraídos fisicamente um pelo outro, dormem na mesma cama só como amigos e Abby ainda sai com outro cara, o Parker.

Não acho que o relacionamento dos dois seja tão doentio como vi algumas pessoas comentando. Acho que porque estamos presos á visão de Abby, acabamos embarcando nessa loucura. Percebemos que os dois são são loucos um pelo outro e não sabem lidar direito com o sentimento que existe entre eles. Vista de fora, no entanto, pode ser que se pense em uma relação perigosa sim. 

Os personagens secundários são bem aproveitados no livro. E a escrita da jamie flui que é uma beleza. Poderia escrever parágrafos e mais parágrafos sobre os motivos de etr gostado tanto do livro. Mas tem um aspecto que foi essencial, a química e a tensão entre o casal protagonista. Você quer torcer por eles, você ama e odeia os dois ao mesmo tempo e até agora não sei direito como isso é possível.

O que gostei do livro é que ele toca em diversos assuntos como cigarro, sexo, bebida, ciúmes, amizade e etc sem querer dar uma lição de moral no leitor. Apenas relata os fatos ocorridos dentro de uma Universidade. É muito bom sair do universo escolar! Ponto positivo para o livro.

Eu simplesmente não consegui largar esse livro! Não tem como terminar de ler sem estar apaixonada pelo Travis, suas tatuagens e a covinha na bochecha. Leiam! 

Parabéns á Jamie McGuire pelo ótimo livro! E parabéns à editora Verus pela ótima publicação! 

A ótima notícia é que o direitos dos livros já foram comprados pela Warner. 

05/08/2013

Primeiro capítulo de “Cidades de Papel”, novo livro de John Green

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A Intrínseca disponibilizou o primeiro capítulo de Cidades de Papel, novo livro de John Green, autor do sucesso 'A Culpa é das Estrelas'. Sua terceira obra publicada pela editora tem previsão de lançamento para 19 de Agosto.

Em Cidades de papel, Quentin Jacobsen tem uma paixão platônica pela magnífica vizinha e colega de escola Margo Roth Spiegelman. Até que em um cinco de maio que poderia ter sido outro dia qualquer, ela invade sua vida pela janela de seu quarto, com a cara pintada e vestida de ninja, convocando-o a fazer parte de um engenhoso plano de vingança. E ele, é claro, aceita. Assim que a noite de aventuras acaba e um novo dia se inicia, Q vai para a escola e então descobre que o paradeiro da sempre enigmática Margo é agora um mistério. No entanto, ele logo encontra pistas e começa a segui-las. Impelido em direção a um caminho tortuoso, quanto mais Q se aproxima de Margo, mais se distancia da imagem da garota que ele achava que conhecia.

02/08/2013

Resenha - Simplesmente Ana - Marina Carvalho

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Ana Carina tem 20 anos é mineira de BH, estuda direito na PUC e... Descobre que seu pai é o Rei de um pequeno país na Europa chamado Krósvia. Um dia ao entrar na internet, se depara com a seguinte mensagem no facebook "Desculpe, mas acho que sou seu pai!"

A partir daí a vida da menina vira de cabeça para baixo. Além de ganhar um pai, fica sabendo que sua mãe mentiu durante os 20 anos e decide passar um tempo em Krósvia pra conhecer melhor seu pai Andrej (pronuncia-se Andrei).

No início parece que leremos uma versão brasileira de O Diário da Princesa, da Meg Cabot, mas o desenvolvimento nos prova o contrário.

Marina Carvalho, a autora, é brasileiríssima, e Ana, a personagem é completamente apaixonada pelo país. Por isso, mesmo quando está em Krósvia tenta manter alguns hábitos da nossa cultura. Ela ensina uma manicure à fazer unha à brasileira, prepara brigadeiro, feijoada e pão de queijo para seus novos amigos e ensina a todos o significado da palavra saudade.

Em Krósvia, Ana conhece o enteado de sue pai. Um rapaz de 25 anos que à princípio parece desconfiar dela, mas que com o tempo vai amolecendo e os dois se veem envoltos em sentimentos confusos. Alexander, ou Alex para os íntimos, é lindo, forte e bem charmoso. Em pouco tempo Ana está completamente apaixonada, mesmo que adore negar.

O livro é um chick-lit que não fica devendo em nada para as autoras internacionais. Achei o comecinho um pouco corrido, mas precisava de tempo pra criar o romance de Ana e Alex, né? E isso vem na medida certa. É narrado em primeira pessoa e a escrita da Marina é bem fluída. 

Senti falta de mais interação de Ana com o pai, Andrej, apesar dele ser um fofo e se esforçar para que o tempo perdido fosse compensado. Afinal de contas, ela foi pra Krósvia por ele. E pensei que veríamos mais sobre tradições das famílias reais, que Ana tivesse algum impacto e treinamento com o novo status, mas não, essa parte foi pouco desenvolvida. A única coisa que marca essa nova condição é a mídia atrás da garota.

Ana não é uma personagem perfeita, por isso, muitas vezes você vai estar super amando e outras super odiando. Lá no finalzinho, na briga com Alex, dá vontade de socar. Mas, isso é um ponto positivo. Odeio personagens perfeitinhas. Às vezes, ela é um pouquinho egoísta, fresca e até preconceituosa. 

Mas, nem tudo é perfeito e tiveram umas coisinhas que me incomodaram durante a leitura. A fixação nos biquínis e calcinhas fio dental foi uma delas. 

Os personagens secundários, a mãe e a avó de Ana, sua melhor amiga, seu quase namorado que fica no Brasil, sua nova família e o pessoal do castelo são super gente boa e completam o livro. E o mistério envolvendo o marido da tia, deixa uma ponta solta para uma possível continuação.

Todo conto de fada merece uma bruxa má e esse cargo caiu nas mãos de Laika, a namorada de Alex. E aí está outro ponto que me incomodou, a infantilidade de Ana em ficar chamando a namorada do outro de Nome de Cachorro em tooodas as falas. Mesmo que com esse comportamento deixe bastante claro que Ana está caidinha por Alex.

Outra coisa é que apesar de ser um livro escrito por uma mulher, sobre uma mulher e com a narrativa feminina, ele às vezes é um pouco machista. Por exemplo, no momento em que Ana  vai para a cama com Alex e o mundo acaba desabando aos seus pés, ela diz a frase "se tivesse sido uma boa menina." Mas isso não é uma crítica à autora em si, já que percebo esse tipo de fala e pensamento das personagens em quase todos os livros, é algo que está presente já na nossa cultura, mas que temos que fazer uma forcinha pra ultrapassar! 

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